Expedição Festa Cultural do Povo Shanenawa

JULHO 2019

A Aldeia Paredão, com população indígena de etnia Shanenawa localizada a uma hora da cidade de apoio, Feijó/no Estado do Acre. Feijó está distante 368 km da capital Rio Branco/ Estado do Acre.

Uma festa cultural: Os Shanenawas comemoram anualmente com muita alegria e religiosidade, a boa produção dos produtos agrícolas que colheram e colherão em suas terras.  Participam aproximadamente 15 aldeias representantes das etnias hunikuin do Envira, os Kampa, os Shawãdawa e os Jaminawas.  Este ano, a aldeia abre espaço para hospedar o grupo do Povo da Floresta com até 6 (seis) pessoas durante as festividades e vivência cultural.

Entrada na Floresta:

Detalhes do roteiro não formal e datas:
Cada participante deve chegar no aeroporto de Rio Branco entre dia 19/01 a partir das
21:00 hrs e 3:00 hrs do dia 20/07. Os voos advindos de várias origens do Brasil chegam normalmente neste aeroporto entre o final da noite e início da madrugada. Estamos chegando na floresta!

Após o encontro do grupo iremos para a pousada ou hotel na cidade de Rio Branco onde grupo fará um breve descanso, seguindo para Feijó após café da manhã. A viagem leva aproximadamente de cinco a seis horas, via transporte terrestre com pernoite em Feijó.

2o/07 – Após chegada na madrugada do dia 21/07 em Rio Branco, o grupo fará um breve descanso seguindo para Feijó após café da manhã. Esta viagem leva aproximadamente de cinco a seis horas, via transporte terrestre com pernoite em Feijó.

21/07 –Após compras dos equipamentos e doações, saída para a Aldeia Paredão, por meio de embarcação indígena. Na chegada haverá recepção dos índios com passeio na aldeia e a noite um ritual de cura abre os trabalhos com os visitantes.

22 e 23/07 – Passeios pela floresta e trilhas sagradas.  Noite de cantorias e contações de histórias.

24; 25 e 26/07 – Abertura e fechamento da festa cultural da produção agrícola do povo Shanenawa.  Nesses dias, haverá muita interação com os povos presentes, com brincadeiras, danças típicas deste povo, como a  Xakury entre outras.  A noite, uma pajelança abre trabalho religioso com os pajés presentes.

27/07 e 28/07 –  Caminhada pela trilha da medicina da floresta com momento de reza e cura no espaço sagrado dos Shanenawas, “a maloca”.  Momento de experimentações e entendimento do poder de cura das medicinas. Noite de cantorias e contações de histórias.

29/07 –  Realização de trilhas com concentração e trabalhos espirituais dentro da floresta. Um trabalho de cura ocorre na noite de despedida do grupo.

Saída da Floresta:

30/07 – No período da manhã o grupo retorna, via transporte fluvial, a Feijó aonde uma van aguardará o grupo levando-o de volta ao aeroporto de Rio Branco.

Sentiu o chamado para essa expedição maravilhosa? Então não perca tempo, entre em contato pelo email  contato@povodafloresta.com.br e reserve o seu lugar. 

Shavá! Shavá!

NOSSO PROPÓSITO

O Povo da Floresta nasceu de um desejo genuíno de transformação da minha vida. Uns podem dar o nome de chamado, mas eu prefiro dizer que era uma necessidade de buscar um significado maior da minha existência como ser humano. Essa busca me levou a nutrir minha espiritualidade e do autoconhecimento. Muitos são os caminhos. Minha escolha foi tomar o daime (a ayhuasca) e conhecer um pouquinho a cultura dos índios do Acre, região de grande tradição da bebida sagrada. A minha ida ao território dos povos indígenas me encheu de energia imensurável e senti que mais pessoas tinham de conhecer e poder sentir tudo o que vivi.

Percebendo que muitas pessoas como eu passam pela necessidade de reinvenção, de busca de propósito, convidei um grupo de pessoas para ajudar no projeto Povo da Floresta, que possibilita a troca de saberes com povos que vivem na Amazônia, especificamente no Acre.

E é preciso, de alguma forma, retribuir ao povo da floresta. Foi assim que comecei a pensar no projeto de expedições e procurei os líderes das etnias para saber se eles gostariam de participar e se nossa ideia poderia oferecer algum perigo a eles.

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A resposta foi positiva no sentido de contribuir pela busca da espiritualidade e da proteção ao ambiente. Eles decidiram então que podíamos caminhar lado a lado. Assim, desenhamos as expedições para que quem visite consiga se integrar à rica e vasta cultura dos hunikuins, shanenawás e a (terceira etnia).

Nosso intuito é oferecer aos expedicionários e expedicionárias uma experiênica espititual e ambiental, num local de força extrema. Mas sem alterar a rotina dos povos que ali vivem. Por esse motivo, os grupos são de até 10 pessoas e forma de retribuição às tribos é oferecendo materiais que eles escolhem, como ovas de peixes (para criação em pequenos açudes onde podem pescar na época de reprodução dos rios amazônicos), instrumentos musicais e o que eles necessitarem. Os materiais são de escolha dos líderes das tribos e são incluídos no planejamento da expedição. Além disso, o Povo da Floresta forma cada expedicionário ou expedicionária como multiplicador e defensor da cultura desses povos, da floresta e da natureza. Tudo em profundo respeito com o território, com os saberes ancestrais e com os moradores originais da terra que não índios chamam de Brasil.  

Interessado em participar de uma expedição? Deixe uma mensagem!