Expedição e Vivência em Porto Walter – Shawädawa

Dezembro/2019 a Janeiro/2020

Já imaginou começar o ano novo na poderosa energia da Floresta Amazônia e dos povos ancestrais, conhecendo sua cultura vasta e saberes ancestrais? Veja abaixo o que a expedição Povo da Floresta te reserva. Será, com certeza, uma grande aventura!

Floresta Amazônica é um dos lugares mais diversos e encantadores do mundo por conta de seu imponente tamanho. São 5,5 milhões de quilômetros quadrados que se estendem por novepaíses (Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa). Deste total, 60% estão em terras brasileiras nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, Maranhão e Goiás.

diversidade não se dá apenas pelas incontáveis espécies de fauna e flora, mas ocorre ainda pelo contato com os saberes de um sem número de povos originários, dotados deconhecimentos ancestrais construídos ao longo de séculos de vida na floresta. Chegar ao coração da Amazônia brasileira é como encontrar um novo mundo, onde a energia da floresta conduz cada pessoa a um encontro com o ambiente e com si mesma. Muitos descrevem essa experiência como mágica pelo poder de transformação interior e aceitação da força do mistério da vida por meio do contato com a natureza exuberante.

A floresta guarda seus mistérios mas, de forma sábia e generosa, os divide com o povo local, que os transforma em uma cultura única. Essa cultura está presente nas medicinas naturais, nos rituais, no artesanato, na forma de ser, educar e se organizar dos indivíduos, no respeito ao território – algo sagrado para os povos da floresta, pois num sentido holístico são corpos que se inter-relacionam: as pessoas, a fauna, a flora, os rios, o ar.

Você é nosso (a) convidado (a) a conhecer esse oásis encantador e vivenciar o dia a dia de aldeias localizadas no Acre. O projeto Povo da Floresta oferece uma experiência única: a de participar de atividades e rituais culturais, descobrir um pouco sobre modo de vida e a cultura de etnias indígenas hunikuins, shanenawás e shawãdawás. Oferecemos a possibilidade você estar nesse ambiente cultural rico em saberes ancestrais indígenas, conhecer a Amazônia, e experimentar a cosmovisão dessas populações, além de participar de rituais de consagração da bebida sagrada ayahuasca e contato com medicinas da floresta como a sananga, o rapé, okambô etc. Sempre em grupos de até 13 pessoas para que o impacto não altere o cotidiano local e seja benéfico para visitantes e moradores locais.

A Aldeia Novo Acordo com a população indígena de etnia Shawãdawa tem na sua totalidade 68 pessoas, sendo 19 adultos, 22 jovens de 13 a 18 anos e 28 crianças de 0 a 12 anos. Localizada à cinco horas de navegação fluvial pelo rio e igarapé Val Paraíso, da pequena cidade de apoio, Porto Walter/Acre. PW, fica aproximadamente 5 horas de navegação rápida pelo rio Juruá, saindo da cidade de Cruzeiro do Sul. Outras Aldeias da etnia serão visitadas. As atividades realizadas durante essa expedição, são consideradas de nível 2 de esforço físico.

As atividades realizadas durante a expedição são consideradas de nível 1 de esforço físico.*

Entrada na Floresta:

1º. Dia – 26/12 – Chegada do grupo com pernoite em Cruzeiro do Sul. Após café da manhã, o grupo segue para Porto Walter. Está viagem leva aproximadamente 5 horas, via navegação fluvial, subindo o rio Juruá. Pernoitaremos na cidade de Porto Walter. Na cidade há um único hotel, e simples. Eu estarei presente em um rito religioso na seita local – Novo Amanhecer – um misto entre a doutrina do Sto. Daime e Xamanismo. Eu recomendo a participação do grupo. Porém, a pernoite na Novo Amanhecer, é opcional. Outra opção, é o hotel da cidade.

2º. Dia – 27/12 – Após compras dos equipamentos e de nossas doações durante o dia, sairemos para a Aldeia Novo Acordo por meio de embarcação indígena, com 5 horas de navegação dentro de alguns igarapés. Permanência na aldeia, 6 dias. Essa viagem é puxada, mas muito, muito bonita. Vamos entrar para dentro da floresta como nunca imaginado.

Saída da Floresta:

6º. Dia – 03/01 – Pela manhã, saída para Porto Walter, com duração aproximada de 3 a 4 horas. Após almoço, à tarde, dando continuidade ao nosso caminho de retorno, descemos o rio Juruá até a cidade de Cruzeiro do Sul, onde teremos a noite para comemorarmos o sucesso de nossa expedição.

7º. Dia – 04/01 – Com o dia livre, para passeios pela cidade. À noite, após um leve jantar, o grupo para o aeroporto em retorno as cidades de origem.

Sentiu o chamado para essa expedição maravilhosa? Então não perca tempo e faça contato conosco pelo contato@povodafloresta.com.br para reservar o seu lugar e receba mais informações!*

Haux! Haux!

NOSSO PROPÓSITO

O Povo da Floresta nasceu de um desejo genuíno de transformação da minha vida. Uns podem dar o nome de chamado, mas eu prefiro dizer que era uma necessidade de buscar um significado maior da minha existência como ser humano. Essa busca me levou a nutrir minha espiritualidade e do autoconhecimento. Muitos são os caminhos. Minha escolha foi tomar o daime (a ayhuasca) e conhecer um pouquinho a cultura dos índios do Acre, região de grande tradição da bebida sagrada. A minha ida ao território dos povos indígenas me encheu de energia imensurável e senti que mais pessoas tinham de conhecer e poder sentir tudo o que vivi.

Percebendo que muitas pessoas como eu passam pela necessidade de reinvenção, de busca de propósito, convidei um grupo de pessoas para ajudar no projeto Povo da Floresta, que possibilita a troca de saberes com povos que vivem na Amazônia, especificamente no Acre.

E é preciso, de alguma forma, retribuir ao povo da floresta. Foi assim que comecei a pensar no projeto de expedições e procurei os líderes das etnias para saber se eles gostariam de participar e se nossa ideia poderia oferecer algum perigo a eles.

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A resposta foi positiva no sentido de contribuir pela busca da espiritualidade e da proteção ao ambiente. Eles decidiram então que podíamos caminhar lado a lado. Assim, desenhamos as expedições para que quem visite consiga se integrar à rica e vasta cultura dos hunikuins, shanenawás e a (terceira etnia).

Nosso intuito é oferecer aos expedicionários e expedicionárias uma experiênica espititual e ambiental, num local de força extrema. Mas sem alterar a rotina dos povos que ali vivem. Por esse motivo, os grupos são de até 10 pessoas e forma de retribuição às tribos é oferecendo materiais que eles escolhem, como ovas de peixes (para criação em pequenos açudes onde podem pescar na época de reprodução dos rios amazônicos), instrumentos musicais e o que eles necessitarem. Os materiais são de escolha dos líderes das tribos e são incluídos no planejamento da expedição. Além disso, o Povo da Floresta forma cada expedicionário ou expedicionária como multiplicador e defensor da cultura desses povos, da floresta e da natureza. Tudo em profundo respeito com o território, com os saberes ancestrais e com os moradores originais da terra que não índios chamam de Brasil.  

Interessado em participar de uma expedição? Deixe uma mensagem!