Expedição, Vivência e Festa Cultural do Povo Shanenawa

JANEIRO 2021

A aldeia Kané Maéra, conhecida como Paredão, é originária da etnia Shanenawa e possui uma população formada por aproximadamente 173 indígenas, e destes 77 são crianças. Ela está localizada a uma hora e meia (1h:30m) de transporte fluvial da cidade de Feijó, que está distante 368 km da capital Rio Branco no Estado do Acre (BR).Os

Os Shanenawas, conta a história, era um povo guerreiro com muito vigor físico para lutas em festejos. Foram descobertos no início do século XX na floresta Acreana, tendo sido vítimas de conflitos com seus ‘’dominadores’’ que pela violência, ocuparam parte da região para atividades do extrativismo de caucho e seringa.

Hoje, os Shanenawas buscam resgatar a cultura de seus ancestrais nas aldeias, que significa etimologicamente uma espécie de pássaro azul (o Shane) e um povo estrangeiro/de fora/o não índio – o (nawa). Por isso são conhecidos hoje como o “povo pássaro azul”. “Nawa”, tbm é a denominação que eles txais, dão a nós, os não txais.

Nossa Missão

Nossa participação, como grupo de vivência, tem como objetivo colaborar com a doações de insumos, produtos ou serviços necessários para a realização dos projetos da aldeia. Normalmente, o tipo de doação é definido próximo da viagem e limitado ao valor da contribuição conforme o tamanho do grupo formado para a vivência.

A renda arrecadada nesta expedição atenderá exclusivamente a cobertura dos custos necessários para a realização das atividades previstas neste roteiro e, aproximadamente 65% do valor é destinado ao apoio as aldeias visitadas, pro-rateadas pelo tempo de nossa permanência em cada território.

Detalhes do roteiro:

Cada participante deve chegar no aeroporto de Rio Branco entre dia 21/01 a partir das 21:00 hrs. Os voos advindos de várias origens do Brasil chegam normalmente neste aeroporto entre o final da noite e início da madrugada.
Após o encontro do grupo iremos para a pousada ou hotel na cidade de Rio Branco onde grupo terá um breve descanso, seguindo para Feijó após café da manhã. Agora calma, já estamos quase chegando na floresta!

Entrada na Floresta:

22/01 – Após chegada em Rio Branco, o grupo fará um breve descanso em hotel ou pousada em Rio Branco.

23/01 – Por volta das 9 hrs, após café da manhã, seguiremos para Feijó. Este trecho da viagem leva aproximadamente de cinco a seis horas, via transporte terrestre. Em nossa chegada, faremos as compras dos equipamentos e doações, e saída para a Aldeia Paredão, por meio de embarcação indígena. Seremos recepcionados pelos índios com um breve passeio na aldeia. A noite ocorre a abertura do trabalho de cura dirigida pelos txais da aldeia.

Atividades Principais:

• Passeios pela floresta e trilhas sagradas.
• Noite de cantorias e contações de histórias.
• Trilha das medicinas
• Defumações e banhos sagrados
• Momentos de reza e cura o espaço sagrado dos Shanenawas, “a maloca” Projeto Povo da Floresta janeiro de 2.020
• Noites com a ritos sagrados dos Shanenawas com experimentações das medicinas sagradas.
• Trabalhos espirituais e concentração dentro da floresta
• Plantio de árvores nativas e plantas medicinais

Saída da Floresta:

30/01 – No período da manhã o grupo retorna, via transporte fluvial, a Feijó onde nossa lotação, aguardará o grupo, e retornaremos a Rio Branco e aeroporto.

Sentiu o chamado para essa expedição maravilhosa? Então não perca tempo, entre em contato pelo email  contato@povodafloresta.com.br e reserve o seu lugar. 

Informação detalhada da  Expedição Shanenawa Janeiro 2021.

Shavá! Shavá!

NOSSO PROPÓSITO

O Povo da Floresta nasceu de um desejo genuíno de transformação da minha vida. Uns podem dar o nome de chamado, mas eu prefiro dizer que era uma necessidade de buscar um significado maior da minha existência como ser humano. Essa busca me levou a nutrir minha espiritualidade e do autoconhecimento. Muitos são os caminhos. Minha escolha foi tomar o daime (a ayhuasca) e conhecer um pouquinho a cultura dos índios do Acre, região de grande tradição da bebida sagrada. A minha ida ao território dos povos indígenas me encheu de energia imensurável e senti que mais pessoas tinham de conhecer e poder sentir tudo o que vivi.

Percebendo que muitas pessoas como eu passam pela necessidade de reinvenção, de busca de propósito, convidei um grupo de pessoas para ajudar no projeto Povo da Floresta, que possibilita a troca de saberes com povos que vivem na Amazônia, especificamente no Acre.

E é preciso, de alguma forma, retribuir ao povo da floresta. Foi assim que comecei a pensar no projeto de expedições e procurei os líderes das etnias para saber se eles gostariam de participar e se nossa ideia poderia oferecer algum perigo a eles.

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A resposta foi positiva no sentido de contribuir pela busca da espiritualidade e da proteção ao ambiente. Eles decidiram então que podíamos caminhar lado a lado. Assim, desenhamos as expedições para que quem visite consiga se integrar à rica e vasta cultura dos hunikuins, shanenawás e a (terceira etnia).

Nosso intuito é oferecer aos expedicionários e expedicionárias uma experiênica espititual e ambiental, num local de força extrema. Mas sem alterar a rotina dos povos que ali vivem. Por esse motivo, os grupos são de até 10 pessoas e forma de retribuição às tribos é oferecendo materiais que eles escolhem, como ovas de peixes (para criação em pequenos açudes onde podem pescar na época de reprodução dos rios amazônicos), instrumentos musicais e o que eles necessitarem. Os materiais são de escolha dos líderes das tribos e são incluídos no planejamento da expedição. Além disso, o Povo da Floresta forma cada expedicionário ou expedicionária como multiplicador e defensor da cultura desses povos, da floresta e da natureza. Tudo em profundo respeito com o território, com os saberes ancestrais e com os moradores originais da terra que não índios chamam de Brasil.  

Interessado em participar de uma expedição? Deixe uma mensagem!