Expedição e Vivência nos Povos Shanenawa’s, Hunikuin’s do alto rio Envira e Ashaninkas

Janeiro/2021

Após três anos realizando expedições em terras indígenas próximas a Feijó o roteiro para a próxima expedição foi concebido durante a minha ida a terra dos hunikuin’s e apresenta um grande desafio em realizá-lo.

Com a proposta de ajudar povos originários da floresta, o roteiro torna-se uma grande aventura por meio de uma viagem pela floresta Amazônica, subindo pelo Rio Envira. Cruzar a floresta amazônica nos insere em uma expedição repleta de aventuras e desafios, e com isso, correremos riscos inerentes a proposta de uma expedição dessa grandeza. Contudo, os caminhos praticamente inexplorados apresentam uma beleza natural e um simbolismo tão intenso, que me motiva a vivenciar este percurso. Tudo isso compensa em muito.

A visitação ao alto Envira é rara pelos nawas – não índios – ou por outros tornando-se assim, a minha proposta e oportunidade única de interagir com a Natureza e com povos muito nativos, que, apesar de já contactados de alguma forma pela nossa sociedade, estão isolados no meio da floresta amazônica onde o idioma português é pouco falado.

Eu e o todo o grupo teremos uma experiência única e especial!  Venha participar!

Nossa Missão

Ajudar na construção dos projetos de cada aldeia visitada, levando amor, esperança, compaixão e alguns utensílios. Para cada uma aldeia um tipo ajuda:

• Os Shanenawas da aldeia Paredão em nome do Cacique Busã desejam o auxílio na reconstrução de sua escola para os seus pequenos txais.

• Os Hunikuins do alto Envira, da aldeia Novo Segredo em nome da liderança do Bainawá desejam construir o Hospital da Floresta para tratamento de doentes com as medicinas nativas da floresta

• Os Hunikuins da aldeia do Formoso em nome da liderança, o txai Murú, pedem instrumentos musicais (violão e tambor) para a realização da Festa Cultural Nuku Sheati Sheanakawe e assim ajudar no resgate a sua cultura, e solicita ainda, a ajuda na divulgação, no transporte de anciões e pajés de todo o rio Envira, nas 5 etnias catalogadas no leito do rio, para participarem dessa festa em março de 2021

• E, mais distante, a aldeia Nova Floresta dos Ashaninkas, conforme expressado pela família do Sr. Francisco, necessitam de tudo, como roupas e utensílios (pratos e talheres), além de panos para cobertura do corpo e outros.

A renda angariada nesta expedição atenderá exclusivamente a cobertura dos custos necessários para a realização das atividades previstas neste roteiro e, parte, cerca de 65%, será destinada ao apoio desses povos buscando a realização dentro do possível de seus projetos e suas necessidades. O rateio, será pro rata, de acordo com o nosso tempo de permanência e a possibilidade de ajudá-los.

Já está definindo as datas de início e de encerramento da expedição, contudo o roteiro está sujeito às alterações pontuais devido condições climáticas na época da expedição ou desejo do grupo.

Considerando a saída no dia 03/01 espera-se chegar em nosso limite de percurso nas terras dos Ashaninkas, entre os dias 12 e 13/01. Navegaremos durante 70 horas subindo o rio Envira, com paradas periódicas para descanso, e paradas maiores para visitações e vivências nas aldeias. Os pernoites ocorrem em rede com mosquiteiro ou barracas, dentro ou fora do barco acampados no leito do rio, ou em seringais ou em aldeias.

Detalhes do Roteiro e Datas

Ponto de Encontro: Cada um dos participantes deve chegar no aeroporto de Rio Branco no dia 03/01 no período noturno. Os voos advindos de várias origens do Brasil chegam normalmente neste aeroporto entre 21 hrs do dia 03/01 e a madrugada do dia 04/01 às 1:30 h, podendo este tempo se estender. Aguardarei a chegada de todos.

Entrada na Floresta:

Dia 03/01 – Após chegada em Rio Branco, o grupo fará um breve descanso em hotel ou pousada em Rio Branco.

Após o encontro do grupo, iremos para a pousada ou hotel na cidade de Rio Branco onde grupo fará um breve descanso, seguindo para Feijó após café da manhã. A viagem leva aproximadamente de cinco a seis horas, via transporte terrestre com pernoite em Feijó. Chegaremos em Feijó no final da tarde.

Dia 04/01 – Cedo, após café da manhã, seguiremos para Feijó. Este trecho da viagem leva aproximadamente de cinco a seis horas via transporte terrestre. Em nossa chegada, faremos as compras dos equipamentos e doações, e saída para a Aldeia Paredão – etnia Shanenawa – por meio de embarcação indígena. Seremos recepcionados pelos índios com um breve passeio na aldeia. A noite ocorre a abertura do trabalho de cura dirigida pelos txais da aldeia.

Dia 05/01 – Passeios em trilhas, apresentação as famílias da aldeia, contações de histórias e cantorias.

A partir do Dia 06/01 inicia a viagem rumo as terras dos Hunikuins do alto envira e Ashaninkas. A programação detalhada, com imagens da expedição passada, está disponível em Vivência nas Aldeias: Shanenawa’s, Hunikuin’s do alto rio Envira e Ashaninkas.

Saída na Floresta:

Dias 18 e 19/01 – Pela manhã retornaremos ao procedimento de retorno, descendo o rio, sentido a cidade de Feijó. Nosso pernoite será no barco ou fora dele, em rede ou em barracas, conforme o mais conveniente e desejável pelo grupo, ou em alguma aldeia ou seringal.

Dia 20/01 – Pela manhã, damos sequência, e partiremos para a cidade de Feijo e Dia 21/01 – Pela manhã o grupo parte para a cidade de Rio Branco. Um jantar será oferecido aos expedicionários antes da partida no aeroporto local quando todos seguirão para suas cidades de origem.

Sentiu o chamado para essa expedição maravilhosa? Então não perca tempo e faça contato conosco pelo contato@povodafloresta.com.br para reservar o seu lugar e receba mais informações!*

Informação detalhada da  Expedição Povos Shanenawa’s, Hunikuin’s do alto rio Envira e Ashaninkas em Janeiro 2021.

Caso tenha interesse em continuar na floresta por mais tempo basta participar da próxima expedição e vivência no povo Shanenawa, permanecendo na cidade de Feijó no aguardo do próximo grupo que inicia no dia 21/01.

Valor total sugerido da expedição de 03/01 a 20/01/2020: R$ 6.680,00. À vista ou por meio do cartão de crédito.

Para assegurar a locação do barco e contratação da tripulação, faz-se necessário o sinal no valor de R$ 600,00 a ser depositado na conta da liderança da aldeia. Passarei essa informação após o contato e manifestação de interesse: contato@povodafloresta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 94768-9000

Shavá! Shavá!

NOSSO PROPÓSITO

O Povo da Floresta nasceu de um desejo genuíno de transformação da minha vida. Uns podem dar o nome de chamado, mas eu prefiro dizer que era uma necessidade de buscar um significado maior da minha existência como ser humano. Essa busca me levou a nutrir minha espiritualidade e do autoconhecimento. Muitos são os caminhos. Minha escolha foi tomar o daime (a ayhuasca) e conhecer um pouquinho a cultura dos índios do Acre, região de grande tradição da bebida sagrada. A minha ida ao território dos povos indígenas me encheu de energia imensurável e senti que mais pessoas tinham de conhecer e poder sentir tudo o que vivi.

Percebendo que muitas pessoas como eu passam pela necessidade de reinvenção, de busca de propósito, convidei um grupo de pessoas para ajudar no projeto Povo da Floresta, que possibilita a troca de saberes com povos que vivem na Amazônia, especificamente no Acre.

E é preciso, de alguma forma, retribuir ao povo da floresta. Foi assim que comecei a pensar no projeto de expedições e procurei os líderes das etnias para saber se eles gostariam de participar e se nossa ideia poderia oferecer algum perigo a eles.

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A resposta foi positiva no sentido de contribuir pela busca da espiritualidade e da proteção ao ambiente. Eles decidiram então que podíamos caminhar lado a lado. Assim, desenhamos as expedições para que quem visite consiga se integrar à rica e vasta cultura dos hunikuins, shanenawás e a (terceira etnia).

Nosso intuito é oferecer aos expedicionários e expedicionárias uma experiênica espititual e ambiental, num local de força extrema. Mas sem alterar a rotina dos povos que ali vivem. Por esse motivo, os grupos são de até 10 pessoas e forma de retribuição às tribos é oferecendo materiais que eles escolhem, como ovas de peixes (para criação em pequenos açudes onde podem pescar na época de reprodução dos rios amazônicos), instrumentos musicais e o que eles necessitarem. Os materiais são de escolha dos líderes das tribos e são incluídos no planejamento da expedição. Além disso, o Povo da Floresta forma cada expedicionário ou expedicionária como multiplicador e defensor da cultura desses povos, da floresta e da natureza. Tudo em profundo respeito com o território, com os saberes ancestrais e com os moradores originais da terra que não índios chamam de Brasil.  

Interessado em participar de uma expedição? Deixe uma mensagem!